quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O que aprendi...



Comecei o meu primeiro ano colegial em Alagoinhas – BA, num colégio de freira que hoje é colégio e faculdade. Nas primeiras aulas de história estudamos pré-história por meio de slides.
No segundo ano colegial estudamos história antiga, medieval e contemporânea. Foi muito gostoso no começo. Algumas experiências, nesse período, despertaram meu interesse por história: em alguns filmes que passavam na televisão, a história de meus avós, a seca dos anos de 1930, quando meus pais nasceram.
Quando cursei o terceiro ano, além de História antiga, medieval e contemporânea, passei a estudar História do Brasil. Fiquei muito feliz pois não sabia muito pouco a respeito.

A educadora amiga



Na 5ª serie do ensino fundamental I tive uma professora de Geografia na qual não entendia nada do que ela ensinava, tornando a aula monótona Em consequência disso passei a odiar a materia.
No ano seguinte, a experiencia foi totalmente diferente. Tive uma relação de amizade muito grande com a professora de Geografia, no Colégio Status. Além de ensinar a disciplina com muinto domínio, ela inovava a cada dia a sua aula, motivando os alunos e conseguindo a concentração e participação de toda classe, mesmo sendo uma turma inquieta.
Nesse periodo que eu convivi com ela, aprendi não só a materia, mas pude aprender, acima de tudo valores morais e éticos que mudaram minha vida, pois eu vivia momentos muito difíceis e ela foi uma grande amiga. Por esses motivos passei a amar a materia e glorifico a Deus pela vida dela.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Recordações



Quando estudei História, lembro que o estudo era muito tradicional. Por exemplo: fazer pesquisa era algo muito raro; o livro utilizado era o do professor e este falava sobre História do Brasil, quem o havia descoberto e só; não havia a opinião dos alunos, nem saíamos para fazer algo diferente, ou seja, uma aula que valesse à pena.
Comecei a entender a Geografia há pouco tempo. Por ter mais clareza quanto ao que ela pode nos oferecer, passei a ter gosto pela matéria.

Del e a aula sobre Renascimento



Quero contar-lhes a história real que aconteceu com minha colega Del, quando estávamos no primeiro ano do ensino médio, na escola Evaristo da Veiga.
Senhor Cunha era um excelente professor de História.
Certa vez, após uma de suas exposições, convocou Del para dar uma aula sobre Renascimento.
Ela estaria sendo avaliada para obtenção da nota. Estudou bastante e, no dia determinado pelo professor, lá estava ela, cheia de livros e anotações. Sentia—se segura quando ao conteúdo e aparentemente tranqüila.
A aula foi dinâmica e interessante e houve interação com os colegas de classe.
Assim que finalizou a participação de Del, o professor Cunha brincou dizendo que só um único motivo o deixou ficar preocupado: o medo de perder o seu emprego.
Num ambiente de muita descontração, o Senhor Cunha parabenizou Del pela excelente aula e pela interação com a turma

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A recuperação



Meu nome é Leo. Moro em Salvador desde os meus primeiros anos de vida.
Na 7ª série, estudando em uma escola Pública no mesmo bairro onde morava, aconteceu um fato marcante na minha vida.
Estávamos tendo aula de geografia, onde a professora falava a respeito de uma região e suas características. Ela se dirigiu para mim e fez uma pergunta. Não pude responder, pois tinha dúvidas e a mesma não expôs o assunto com clareza. Além disso, estava sentado nas cadeiras da frente: algo que eu não gostava, pois me sentia envergonhado.
Na aula seguinte, eu estava sentado no fundo da sala e ela falou algo que eu não entendi . Percebendo isso, falou de imediato:
- Além de tirar seu ponto, vou lhe colocar na recuperação e você vai repetir a 7ª série ou eu não me chamo Fulana...
A partir deste fato, decidi que estudaria e não daria o prazer a ela.
O que mais me marcou é que ela me expôs na sala de aula, perante os meus colegas. Ela sabia que eu não era um aluno relaxado ou desinteressado, para ouvir algo desse tipo ou ameaças de uma professora.
Nesse período já trabalhava e estudava para ajudar as despesas em casa. Eu era vendedor ambulante; vendia de tudo.
Para concluir, no final do ano fui para recuperação da matéria de geografia e outras matérias que fazem parte do currículo. No dia do resultado, estava trabalhando e minha irmã foi pegar meu resultado final. Para minha surpresa quando ela chegou lá no colégio, o comentário era:
- Não acredito, várias pessoas que foram para recuperação de uma matéria não foram aprovadas e Leo foi para várias e passou de ano.

Países e continentes



Este fato aconteceu em Dias D’Ávila, cidade da região metropolitana de Salvador, em 1976, quando o Pólo Petroquímica de Camaçari estava em plena montagem das obras.
Como todas as cidades próximas ao complexo petroquímico foram invadidas por pessoas de várias partes do Brasil e do exterior, Dias d' Ávila também estava na mesma situação.
Eu, então aluna do Colégio Dr. Luiz de Moura Bastos, registrei um ocorrido do qual não tenho muita certeza quanto à data nem série, mas lembro que eu já estava no ginásio 6ª ou 7ª série quando o assunto abordado era localização de países e seus respectivos continentes.
Lembro da professora Maria do Carmo ou simplesmente Carminha. Numa de suas aulas solicitou que o grupo relatasse oralmente conhecimentos sobre algum país e, depois, as escrevessem. Quase todos os alunos tiveram dificuldade em lembrar-se de algo sobre qualquer país que não fosse o Brasil.
Muitos se referiam a alguns países, mas era visível a dificuldade de todos nós quanto aos continentes. Depois de muita insistência da professora, uma aluna de nome Yana, finlandesa que só tinha cerca de seis meses de Brasil e mal falava português, começou a discorrer misturando as duas línguas de tal maneira que não conseguíamos entender quase nada. Carminha ficava olhando para todos com um tom de pedido de ajuda, entendendo que não poderia interromper o relato dela. Se certo ou errado até hoje ninguém descobriu. O fato foi que todos nós esperamos ela terminar e eram muito engraçadas as caras e bocas que nós fazíamos tipo: Oh! Deus o que será que ela está falando?
Carminha, como boa professora que deve ser até hoje, completou dizendo que provavelmente o relato da aluna era muito interessante, mesmo sem que nós pudéssemos entender completamente. Ela mostrou o quanto é importante a convivência com outras culturas. Nunca esquecerei esta aula de Geografia.

Histórias de Selma



Tive uma experiência magnífica com a matéria chamada História quando cursei da primeira em diante. Estudei no Colégio Estadual Emilio Garratazu Medice, localizado no Stiep, um bairro da cidade de Salvador. Tive diversos Professores.

Sou Selma, cresci numa região muito pobre, num distrito de Salvador chamado Teodoro Sampaio. O ensino era meramente tradicional pois os professores só passavam o que aprenderam . Ao concluir o segundo grau, não tinha nenhuma especialização.

Tive uma Professora de História que exigia que a classe copiasse um questionário para cada assunto do livro. Olha que o livro de Historia era grosso em! Os questionários que ela passava tinham no mínimo 15 questões.

Eu vivia saturada de tanto questionário, mas os educadores não tinham outros métodos de dar aula a não ser fazer leitura do livro com a classe e responder o gigantesco questionário.

Quando saí da quarta serie para a 5ª serie pensei que finalmente iria me livrar dos enormes questionários. Foram anos suportando esses questionários: o que é?... quem foi?... Onde aconteceu?...
Fiquei feliz pois iria passar para o Ginásio e no ginásio tinha plena certeza que séria diferente.
No entanto, tive outra decepção! A Professora de História, em que criei tanta expectativa, atuava igualzinha as demais professoras de história dos anos anteriores. Além dela dar o questionário elaborado por ela mesmo, mandava os alunos formularem outras questões do mesmo assunto e decorar para a prova. Mas tínhamos uma vantagem: o aluno que conseguisse gravar as perguntas e respostas dadas por ela, tirava a nota máxima na prova. Como eu era uma aluna da memória boa para decorar, tirei vários notas com valor 10. Nessas provas a professora não acrescentava nenhuma vírgula, nada a diferente do existia nos questionários.
 

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