quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Del e a aula sobre Renascimento



Quero contar-lhes a história real que aconteceu com minha colega Del, quando estávamos no primeiro ano do ensino médio, na escola Evaristo da Veiga.
Senhor Cunha era um excelente professor de História.
Certa vez, após uma de suas exposições, convocou Del para dar uma aula sobre Renascimento.
Ela estaria sendo avaliada para obtenção da nota. Estudou bastante e, no dia determinado pelo professor, lá estava ela, cheia de livros e anotações. Sentia—se segura quando ao conteúdo e aparentemente tranqüila.
A aula foi dinâmica e interessante e houve interação com os colegas de classe.
Assim que finalizou a participação de Del, o professor Cunha brincou dizendo que só um único motivo o deixou ficar preocupado: o medo de perder o seu emprego.
Num ambiente de muita descontração, o Senhor Cunha parabenizou Del pela excelente aula e pela interação com a turma

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A recuperação



Meu nome é Leo. Moro em Salvador desde os meus primeiros anos de vida.
Na 7ª série, estudando em uma escola Pública no mesmo bairro onde morava, aconteceu um fato marcante na minha vida.
Estávamos tendo aula de geografia, onde a professora falava a respeito de uma região e suas características. Ela se dirigiu para mim e fez uma pergunta. Não pude responder, pois tinha dúvidas e a mesma não expôs o assunto com clareza. Além disso, estava sentado nas cadeiras da frente: algo que eu não gostava, pois me sentia envergonhado.
Na aula seguinte, eu estava sentado no fundo da sala e ela falou algo que eu não entendi . Percebendo isso, falou de imediato:
- Além de tirar seu ponto, vou lhe colocar na recuperação e você vai repetir a 7ª série ou eu não me chamo Fulana...
A partir deste fato, decidi que estudaria e não daria o prazer a ela.
O que mais me marcou é que ela me expôs na sala de aula, perante os meus colegas. Ela sabia que eu não era um aluno relaxado ou desinteressado, para ouvir algo desse tipo ou ameaças de uma professora.
Nesse período já trabalhava e estudava para ajudar as despesas em casa. Eu era vendedor ambulante; vendia de tudo.
Para concluir, no final do ano fui para recuperação da matéria de geografia e outras matérias que fazem parte do currículo. No dia do resultado, estava trabalhando e minha irmã foi pegar meu resultado final. Para minha surpresa quando ela chegou lá no colégio, o comentário era:
- Não acredito, várias pessoas que foram para recuperação de uma matéria não foram aprovadas e Leo foi para várias e passou de ano.

Países e continentes



Este fato aconteceu em Dias D’Ávila, cidade da região metropolitana de Salvador, em 1976, quando o Pólo Petroquímica de Camaçari estava em plena montagem das obras.
Como todas as cidades próximas ao complexo petroquímico foram invadidas por pessoas de várias partes do Brasil e do exterior, Dias d' Ávila também estava na mesma situação.
Eu, então aluna do Colégio Dr. Luiz de Moura Bastos, registrei um ocorrido do qual não tenho muita certeza quanto à data nem série, mas lembro que eu já estava no ginásio 6ª ou 7ª série quando o assunto abordado era localização de países e seus respectivos continentes.
Lembro da professora Maria do Carmo ou simplesmente Carminha. Numa de suas aulas solicitou que o grupo relatasse oralmente conhecimentos sobre algum país e, depois, as escrevessem. Quase todos os alunos tiveram dificuldade em lembrar-se de algo sobre qualquer país que não fosse o Brasil.
Muitos se referiam a alguns países, mas era visível a dificuldade de todos nós quanto aos continentes. Depois de muita insistência da professora, uma aluna de nome Yana, finlandesa que só tinha cerca de seis meses de Brasil e mal falava português, começou a discorrer misturando as duas línguas de tal maneira que não conseguíamos entender quase nada. Carminha ficava olhando para todos com um tom de pedido de ajuda, entendendo que não poderia interromper o relato dela. Se certo ou errado até hoje ninguém descobriu. O fato foi que todos nós esperamos ela terminar e eram muito engraçadas as caras e bocas que nós fazíamos tipo: Oh! Deus o que será que ela está falando?
Carminha, como boa professora que deve ser até hoje, completou dizendo que provavelmente o relato da aluna era muito interessante, mesmo sem que nós pudéssemos entender completamente. Ela mostrou o quanto é importante a convivência com outras culturas. Nunca esquecerei esta aula de Geografia.

Histórias de Selma



Tive uma experiência magnífica com a matéria chamada História quando cursei da primeira em diante. Estudei no Colégio Estadual Emilio Garratazu Medice, localizado no Stiep, um bairro da cidade de Salvador. Tive diversos Professores.

Sou Selma, cresci numa região muito pobre, num distrito de Salvador chamado Teodoro Sampaio. O ensino era meramente tradicional pois os professores só passavam o que aprenderam . Ao concluir o segundo grau, não tinha nenhuma especialização.

Tive uma Professora de História que exigia que a classe copiasse um questionário para cada assunto do livro. Olha que o livro de Historia era grosso em! Os questionários que ela passava tinham no mínimo 15 questões.

Eu vivia saturada de tanto questionário, mas os educadores não tinham outros métodos de dar aula a não ser fazer leitura do livro com a classe e responder o gigantesco questionário.

Quando saí da quarta serie para a 5ª serie pensei que finalmente iria me livrar dos enormes questionários. Foram anos suportando esses questionários: o que é?... quem foi?... Onde aconteceu?...
Fiquei feliz pois iria passar para o Ginásio e no ginásio tinha plena certeza que séria diferente.
No entanto, tive outra decepção! A Professora de História, em que criei tanta expectativa, atuava igualzinha as demais professoras de história dos anos anteriores. Além dela dar o questionário elaborado por ela mesmo, mandava os alunos formularem outras questões do mesmo assunto e decorar para a prova. Mas tínhamos uma vantagem: o aluno que conseguisse gravar as perguntas e respostas dadas por ela, tirava a nota máxima na prova. Como eu era uma aluna da memória boa para decorar, tirei vários notas com valor 10. Nessas provas a professora não acrescentava nenhuma vírgula, nada a diferente do existia nos questionários.

sábado, 4 de outubro de 2008

Aulas inesquecíveis



Assistir aulas de História com a professora Suely era bastante desconfortável, pois sua metodologia era tradicional. Em suas aulas ficava tensa, a ponto de largar os livros ali mesmo e ir para casa. Quando a referida regente dizia: “Dia tal será nossa avaliação relâmpago”, daí em diante eu só pensava no dia da bomba, pois tinha que decorar várias datas acompanhadas de fatos históricos. Isso para mim era comum um desastre, sem contar que ela não era nada facilitadora no processo ensino e aprendizado.
A cada término de unidade a escola promovia reuniões de pais e mestres, onde ficava totalmente apreensiva, aguardando a hora de minha mãe “puxar minha orelha”.
Recordo de um momento desagradável em uma de suas avaliações: uma aluna fora para a diretoria e recebera suspensão por alguns dias, devido ao fato de estar “colando” e a elaboração de sua “cola” deu o que falar, pois a mesma havia feito um mini livrinho com letras bem legíveis onde sua tinta era verde limão. Por conta disso e da agitação da turma , a avaliação fora suspensa.
Na manhã seguinte a regente Suely encontrou um bilhete dentro de seu livro de História em plena sala de aula dizendo assim: “A senhora é muito má”. A partir daí a professora resolveu ter uma longa conversa conosco durante o resto da semana. Apesar de tanto diálogo, ninguém teve coragem de assumir o “tal” bilhete.
O índice de reprovados em sua matéria fora grande.
Fiz um pedido carinhosamente aos meus pais, para que eu fosse transferida de escola sem ter a preocupação de rever as teorias tradicionais da docente Suely.

Aulas com construção de maquetes


O objetivo deste trabalho é descrever uma experiência vivenciada durante o período escolar do ensino fundamental, envolvendo o estudo da disciplina Geografia.


A minha experiência vivida foi durante a 4ª série do ensino fundamental, durante a realização de um trabalho de equipe, realizado em sala de aula. O trabalho proposto pela professora era de diferenciar as zonas urbanas e as zonas rurais existentes no nosso estado por meio de construção de maquetes.
Utilizando diversos materiais, como isopor, caixas vazias, massas de modelar, cola colorida e recipientes vazios, copos de plásticos e iogurtes, construímos uma verdadeira cidade.
Cada componente da equipe ficou incumbido de apresentar cada parte que constituía as zonas, tanto rurais como urbanas, explanando sobre os ambientes físicos e também sociais, assim como as culturas de cada zona.
Foi realmente uma aula bastante prazerosa e marcante, pois podemos extrapolar os estudos baseados em leitura de livros e, por meio da união e comprometimento da equipe, realizarmos uma verdadeira obra de arte.

Dona Bete



O ensino de História no antigo curso primário da minha escola era factual, linear, da minha realidade, portanto sem significação. A professora Beth nos fazia ler textos sobre História do Brasil, responder questionários, copiar esquemas no quadro, tudo muito repetitivo. Tudo refletia um ensino tradicional.
Muitas vezes eu me questionava se esses fatos contados e esses " heróis " eram de verdade ou seriam como fábulas, porque no meu entendimento de criança, essas "histórias estavam associadas com as das epópéia repeltas de heróis, bandidos, pessoas que promoviam o bem estar para todos e outras que eram, por assim dizer, traidoras do seu País. Mas, quem realmente eram essas pessoas? Qual a importância desses fatos no contexto histórico do passsado?

Hoje eu sei que conhecer a nossa história é importante para entendermos a dinâmica das relações sociais na qual estamos inseridos.
 

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